05/08/2011

Juliana Farias: 25/11/1977 - 03/08/2010


Para Juliana Farias, Juju, com todo o amor das pessoas que tiveram a ventura de conviver com ela nesse plano de existência... um ano de saudade.

Não, não foi um "adeus!": foi só um “tchau!”, um “até logo!”
... nem por isso doeu menos, meu Anjo.
Se penso nos dias como medida do tempo
convivemos pouco: quatro anos, apenas
... como coube tanto, em tão pouco tempo?!

Sem ter a preocupação de me ensinar nada
me ensinaste a compreender melhor as dificuldades alheias.
Sem ter a preocupação de me ensinar nada
me ensinaste que a vida de uma formiga,
de um pássaro, de um riacho ou de uma árvore torta - são tão importantes quanto a vida de qualquer mulher ou homem.

Me pergunto: como coube tanto, em tão pouco tempo?!

A percepção da tua presença, Amiga,
chegava sempre um pouco antes dos teus passos na escada,
ou do teu riso e da tua voz nos meus ouvidos
... não há um só dia em que não espere tornar a ouvi-los.

Sabe, tombaste tão devagarinho, que pensei, por um momento,
tratar-se de mais uma brincadeira tua.
Tombaste tão devagarinho, que pensei, por um momento,
buscavas tão somente um dengo, nos braços desse velho amigo.

Depois de um brevíssimo sofrimento
pensei que a reanimação, que logrei intentar, surtira efeito.
Voltaste a respirar: a princípio, com sofreguidão
... depois, cada vez mais sutilmente, até cessar.
Enquanto isso, dizia do carinho por ti e acariciava o teu rosto.
Lá no fundo sabia que já não estavas mais aqui... mas como queria que estivesses!
Na corrida até o hospital em nenhum momento parei de falar contigo
... ou de pedir a Deus que não te levasse ainda, que esperasse um pouco mais.
Lá do fundo sabia que já não estavas mais aqui... mas como queria que estivesses!

(Se até Cristo chorou a falta do amigo Lázaro, por que comigo seria diferente?!)

Voltaste pras estrelas quando os bem-te-vis mais cantavam.
Voltaste pras estrelas na floração dos Ipês Amarelos.
Voltaste pras estrelas com o sol mais forte, logo depois do meio-dia.
Foi no meu colo e no colo de minha filha que sorveste pela última vez o ar que ora respiro.

Amiga querida:
foste na época em que o céu de Brasília é mais bonito e claro... e a secura mais cruel!
Os sabiás que cantam no Plano Piloto são os mesmos que alegram Planaltina, sabias disso? Não?! Sim?! Há, há, há!!!
Adoro o teu riso... aliás, todo mundo adora o teu riso.
Os bem-te-vis voam pra todo lado e cantam por tudo ou a pretexto de nada.
A cor que mais se destaca nesses passarinhos é o amarelo:
amarelo tão vivo quanto as flores do Ipê.
Sempre amei os Ipês, Amiga. Principalmente os Amarelos. Te falei sobre isso.
Além das árvores tortas do Cerrado, amavas, de um modo especial
a florada dos Ipês Amarelos – me confessaste um dia.
Até breve, Princesa!
Voltaste pras estrelas, viajante que és
... contudo, ninguém parte de todo, nem tu, Juliana!.
De todo, ninguém fica, tampouco eu.
Quem parte se parte. Leva e deixa - pedaços.
Quem fica, vai: na vontade!
Também se reparte em mil pe-da-ços, como a folhagem do Ipê, antes da florada.
... Até que um dia, quem parte e quem fica, se (re)encontram.
E riem e choram, de pura felicidade. E correm e brincam. E contam das amizades partilhadas
... e mesmo sem asas, voam com os bem-te-vis até os Ipês Amarelos.

Por tudo isso, Juju, jamais te direi “adeus!” Digo “tchau!” ou “até logo!”
... nem por isso dói menos.

23/06/2011

Rádio Utopia FM de Planaltina no sítio do MiniCom – 21/06/2011












Repassamos o link de uma reportagem que o Ministério das Comunicações fez para divulgar consulta sobre renovação de outorgas de rádios comunitárias. Ficamos felizes, pois nos procuraram em função da importância do trabalho que desenvolvemos, juntamente com nossas parcerias.

No dia em que a equipe de Comunicação Social do MiniCom veio à Rádio Utopia estudantes da UnB-Planaltina apresentavam o programa sobre o Parque Sucupira!

T’aqui o link: http://www.youtube.com/watch?v=dJdkxLCZPv4

14/06/2011

adorava poesia, só de ouvir, porque não lia

domingo, após a missa
no caminho de volta pra casa
sempre passava pelo meio da feira
admirando o exposto em cada barraquinha.

quedava por um tempinho
em volta do vendedor de livros de cordel.
adorava poesia, só de ouvir, porque não lia.
fechava os olhos, pra melhor sentir a carícia dos versos.

depois, em casa, bordar.
mãos ágeis dando vida ao linho
borboletas, flores, crianças, bichinhos
... a imaginação colorindo a brancura do tecido.

sem se aperceber
a cada ponto tecia um verso
a cada arremate, uma nova poesia
poesia que amava, só de ouvir, porque não lia.


***
para Maria, bordadeira, que mesmo sem saber ler,
compôs poesias belíssimas,
com suas mãos calosas e sensíveis (bf)

01/06/2011

Pallo$$i para o Nobel de Economia, já!


Já pensou se a “capacidade” de Pallo$$i em enriquecer tão rapidamente fosse utilizada para combater a miséria de milhões de brasileiras e brasileiros?!

Se durante quatro anos Pallo$$i trabalhar pelo país como “trabalhou” para sua empresa de consultoria – e obtiver o mesmo percentual de sucesso! -, logo logo o Brasil ultrapassará Japão, China e Estados Unidos como potência internacional!!!

Alguém se habilita a fazer as contas de como estaria o PIB brasileiro se acompanhasse o crescimento vertiginoso da evolução patrimonial de Pallo$$i?

Pallo$$i para o Nobel de Economia, já!


batista filho


26/05/2011

FOLHAS ETÉREAS

qual a diferença do choro de uma mãe judia
para o choro de uma mãe palestina?
qual a diferença do choro de uma mãe cristã
para o choro de uma mãe muçulmana? (bf)

A ciência nos faz conhecer melhor as estrelas, mas não amá-las.
O egoísmo nos impede de reconhecer a humanidade... nos outros!!!

Não posso chorar todas as lágrimas,
ou sorrir todos os risos, ou sonhar todos os sonhos do mundo.

Por isso, quando alguém morre,
morrem sonhos - jamais sonhados;
risos se transformam em ríctus de dor.

E com isso, também morro, um pouco,
num mar de lágrimas tristes.

Não há virtude na guerra, nem heroísmo em matar.

As armas?! As armas são cegas:
não distinguem um canhão - de uma mãe, com seu filho no colo.

Guerreiros são cegos e covardes:
deixam que outros enxerguem por eles, o que não suportariam enxergar;
deixam que outros justifiquem, o que não ousariam justificar.

Guerreiros não plantam nem colhem arroz, feijão ou trigo.
Semeiam destruição e selvageria. Colhem medalhas e ódios.

Guerreiros obedecem aos seus senhores
- que sequer vão aos campos de batalha -,
pois são mais covardes ainda: tremem de medo de enfrentar a vida!
(Mortos insepultos, tais senhores tentam suprimir qualquer expressão da vida,
porque sabem - toda guerra é suicida.)

Não posso chorar as lágrimas, ou sorrir os risos,
ou sonhar todos os sonhos dos homens.

Posso dizer “não!” a quem assassina, rouba e mente
em nome da liberdade, justiça e democracia.

Posso escrever esses versos nas folhas etéreas do vento,
na esperança que alcance corações e mentes de boa vontade.

29/04/2011

FRAUDE NA III CONFERÊNCIA DE CULTURA EM PLANALTINA-DF

O representante da Secretaria de Cultura incluiu indevidamente, cerca de 50 pessoas no quórum da plenária de Planaltina realizada em 02 de abril. Tais pessoas, oriundas do Entorno do DF, contribuíram para dar um pouco de brilho a um evento morno, sem tempo para uma discussão efetiva dos temas propostos. Todavia, essas pessoas NÃO participaram do processo de votação, convidadas que foram pela Secretaria (?) tão somente para a discussão nos grupos. Ou seja: o quórum foi inflado/fraudado! - o que possibilitou o aumento do número de delegados a serem “eleitos” nessa plenária.

Quando do processo de votação a lambança se completou: o que se viu foi um “repeteco” das manipulações mais grosseiras, presenciadas noutras conferências:

- O representante da Secretaria de Cultura NÃO ACEITOU quaisquer propostas de encaminhamentos que visassem preservar o que consta no eixo I da Cartilha da III Conferência de Cultura do DF – que defende a Diversidade, Descentralização e Democratização -, ou seja: o que o próprio regimento da Conferência define no artigo 20º – para cada grupo de dez pessoas um Delegado. O que ocorreu foi “todo mundo votando em todo mundo”, donde o princípio da proporcionalidade – que asseguraria, minimamente, a diversidade na representação popular ali presente -, foi aniquilado pelo “blocão” liderado principalmente por...
- Assessores (?) parlamentares da base governista, que controlavam sob rédeas curtas uma grande parcela dos votos das pessoas presentes;
- Pessoas identificadas com a Administração Regional de Planaltina, que endossavam a pantomima;
- Votos de cabresto a mancheias, num claro desrespeito aos princípios democráticos mais elementares.

Saldo desse simulacro de democracia?!
- À despeito de algumas pessoas idôneas e comprometidas com a Cultura terem sido eleitas como delegadas/conselheiras, o processo em nada se diferiu da II Conferência, ocorrida durante o (des)governo Arruda/PO.

Com nossa participação “legitimamos” o processo?
- De forma alguma! Contribuímos nas discussões que antecederam a Conferência Local, inclusive na formulação da principal proposta apresentada (vide link "PROPOSTA" acima) – Quanto a essa FRAUDE - denunciamos energicamente, enquanto ocorria.

A Rádio Utopia FM se pauta pela independência e pela democratização nos meios de comunicação, o que implica em não aceitar quaisquer manipulações.