2º Lugar: "Cavalhadas" - Intérprete: Cega Machado
30/12/2011
2º Lugar: "Cavalhadas" - Intérprete: Cega Machado
18/12/2011
Resultado do II Festival Parque Sucupira de MPB
1º Lugar:"Fantasia" - Intérprete: Cega Machado
2º Lugar:"Cavalhadas" - Intérprete: Cega Machado
3º Lugar:"No espelho do camarim" - Intérpretes: Ivânia Catarina e Carlos Gomes
Júri Popular:
Melhor Música: "Neguinho do morro"
Melhor Intérprete: Banda Jazahu
As 10 músicas finalistas farão parte de um CD. Brevemente entraremos em contato com @s artistas para gravações, conforme determinado no regulamento.
Agradecemos o apoio e a presença de tod@s que compareceram ao Auditório da UnB de Planaltina numa chuvosa noite de domingo para participar/assistir a uma boa amostra do que é produzido na Música Popular Brasileira.
17/12/2011
Programação de 18/12/2011 - II Festival Parque Sucupira de MPB
18h30 - Ivânia Catarina e Carlos Gomes - "No espelho do camarim"
18h50 - Cássia Portugal - "Vermelho Carmim"
19h10 - Band'Aid - "Terra de ninguém"
19h30 - Naiara Morena -"Gaya"
19h50 - Taquinho de Minas - "Velho Chico Brasileiro"
20h10 - Ciclone na Muringa - "Pequena"
20h30 - Rádio Central (ex-Banda Madalena) - "O xote"
20h50 - Jazahu - "Neguinho do morro"
21h10 - Cega Machado - "Cavalhadas" e "Fantasia"
21h40 – Apresentações teatrais com Isabel Cavalcanti e Arthur Cavalcanti
22h20 – Fala d@s parceir@s
22h40 - Divulgação do resultado, Entrega dos Troféus e Encerramento
15/12/2011
Programação de 17/12/2011 e orientações gerais - II Festival Parque Sucupira de MPB
15h30 - Cultura e Mano - "Pensando bem"
15h50 - Nasser Kalil & Faixa de Gaza - "Brisa, vento, vendaval e furacão"
16h10 - Taquinho de Minas - "Velho Chico Brasileiro"
16h30 - Naiara Morena -"Gaya"
16h50 - Valéria Lehmann - "Meu lencinho" e “Velha Ciranda"
17h20 - Cerrado Sólido - "O toque"
17h40 - Rádio Favelas - "Enquanto isso, enjoy the moment"
18h00 - Cássia Portugal - "Vermelho Carmim"
18h20 – Rádio Central (ex-Banda Madalena) - "O xote"
18h40 - Carlos Henrique - "Meu verso"
19h00 - Cega Machado - "Cavalhadas" e "Fantasia"
19h30 - Máquina 4 - "Deixa o sol se por"
19h50 - Ivânia Catarina e Carlos Gomes - "No espelho do camarim"
20h10 - Ciclone na Muringa - "Pequena"
20h30 - Balaio de Maria - "Aventura do amor e suas desventuras"
20h50 - Band'Aid - "Terra de ninguém"
21h10 - Jazahu - "Neguinho do morro"
21h30 - Roda na Banguela - "Mais um dia"
21h50 - Vídeo sobre o Parque Sucupira
22h10 - Divulgação do resultado da Semifinal e Encerramento
Orientações gerais
1) Recomendamos às bandas que cheguem à UnB-Planaltina com 1 hora de antecedência do horário de sua apresentação e se encaminhem à recepção do evento.
2) Ao se identificarem na recepção do festival, as bandas serão encaminhadas para os locais indicados. Haverá um camarim externo para as bandas.
3) Cada banda terá o tempo máximo de 20 minutos no palco (incluso o tempo para a montagem/ajustes de equipamentos e apresentação). As bandas semifinalistas com duas músicas terão um tempo máximo de 30 minutos no palco.
Obs.: Será tolerado um atraso máximo de 5 minutos em relação ao horário previsto na programação. As bandas que excederem esse limite terão sua apresentação cancelada. O tempo de atraso será deduzido do tempo total de apresentação da banda.
4) No momento da apresentação, @s artistas devem manter-se atentos ao fluxo das bandas: enquanto uma se apresenta, a próxima já deve estar no camarim interno e a seguinte nas imediações da porta lateral externa do palco.
5) Após a divulgação das músicas classificadas para a etapa seguinte, recomendamos que um(a) representante de cada banda finalista acompanhe o sorteio da ordem de apresentação do dia 18/12/2011.
12/12/2011
Informações adicionais - II Festival Parque Sucupira de MPB
1º - Breve histórico do grupo (com nomes de músicos/instrumentos, etc.);
2º - Mapa de palco;
3º - Letra das músicas;
4º - A passagem de som será feita por uma banda-base, a ser definida pela comissão organizadora, após análise dos mapas de palco;
5º - Cada apresentação terá um tempo máximo de 20 minutos no palco.
Obs. @s bandas semifinalistas com duas músicas terão um tempo máximo de 30 minutos no palco;
6º - A ordem de apresentação d@s finalistas será discutida/sorteada na noite de 17/12, após divulgação d@s músicas classificad@s para a etapa seguinte;
7º - Informações adicionais (se necessário).
Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
Comissão Organizadora
utopia-fm@hotmail.com
festivalsucupira@gmail.com
Contatos:
Rádio Utopia (3388-8994)
Batista (8406-7438)
Leônio (9661-1542)
07/12/2011
Ordem de apresentação d@s finalistas
Depois de um adiamento prolongado - quase um ano! -, devido a demora do MinC em repassar a verba necessária para a continuidade do II Festival Parque Sucupira de MPB, finalmente dias 17 e 18 de dezembro/2011, no campus da UnB-Planaltina, teremos a realização das etapas
semifinal e final.
Tão logo recebemos a verba do MinC tomamos uma série de providências:
1) entramos em contato com todas as pessoas representantes das músicas semifinalistas;
2) procuramos saber qual a melhor data para a realização do festival.
Levando em consideração uma série de ponderações, dentre elas: a disponibilidade da maioria absoluta d@s semifinalistas, o período de chuvas e das férias - o mês de dezembro foi a conclusão óbvia -, contudo, faltava definir as datas para realização da semifinal e final. Fomos informados pela UnB-Planaltina que nos dias 3 e 4 haveria provas do PAS e que nos dias 10 e 11 seriam realizadas as provas do vestibular. Optamos pelos dias 17 e 18 de dezembro, pois os outros dois finais de semana "cairiam" no Natal e 'Réveillon'.
Agradecemos a compreensão de todos e até o dia 17/12!
Comissão Organizadora
utopia-fm@hotmail.com
festivalsucupira@gmail.com
Ordem de apresentação d@s semifinalistas
1 - Cultura e Mano
2 - Nasser Kalil & Faixa de Gaza
3 - Taquinho de Minas
4 - Naiara Morena
5 - Valéria Lehmann (duas músicas)
6 - Cerrado Sólido
7 - Rádio Favelas
8 - Cássia Portugal
9 - Madalena
10 - Carlos Henrique
11 - Cega Machado (duas músicas)
12 - Máquina 4
13 - Ivânia Catarina e Carlos Gomes
14 - Ciclone na Muringa
15 - Balaio de Maria
16 - Band'Aid
17 - Jazahu
18 - Roda na Banguela
07/11/2011
Cadê o jornalismo de Brasília?
No "silêncio" jornalístico que imperou à época, a Rádio Utopia FM de Planaltina-DF foi um dos poucos veículos a se posicionar de forma democrática e sem medo sobre a intolerância do governo Arruda/PO, dando voz ao povo da cidade e do DF.
Quando do processo eleitoral que elegeu a chapa do atual governador, mais uma vez a Rádio Utopia procurou fazer jornalismo comunitário - e não propaganda! de quem quer que fosse.
Ressaltamos que o resultado das urnas comprovou que a população do DF, inclusos integrantes da Rádio Utopia, depositou no atual governo a Esperança de que poderia contar com um novo caminho, um novo tempo - onde as falcatruas seriam combatidas e a população seria tratada com respeito -, inclusive tendo acesso às notícias sonegadas pela base do governo passado (?).
Entendemos que "basta!" de veículos de comunicação - "comerciais" e/ou "comunitários" -, que deixam de lado a ênfase jornalística para fazer propaganda travestida de jornalismo! Mas, principalmente, "basta!" de silêncio sobre fatos que a mídia além-DF noticia sobre nossa região.
"E agora, José?"
14/10/2011
Expressões...
- Abraço (de urso)! e
- ABRAÇO (de tamanduá)!
14/09/2011
Reportagem Parceiros do DF
Segue link da reportagem do Parceiros do DF no DFTV que foi ao ar 08/09/2011.
Vejam e repassem.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1623623-7823-RADIO+COMUNITARIA+DE+PLANALTINHA+LEVA+AO+AR+PROGRAMAS+EDUCATIVOS+PARA+A+POPULACAO,00.html
Uma retificação é que a regularização se deu em 2006 (outorga provisória), e não em 1998, como foi dito na reportagem. 1998 foi o ano em constituímos legalmente a entidade e demos entrada com o pedido de outorga junto ao Ministério das Comunicações.
Fraternalmente,
Saudações.
08/09/2011
Comunicação e Periferia
"Vou falar algo a respeito da passagem de pessoas da periferia, seja Ceilândia, ou, no meu caso Sobradinho, com um trabalho em Planaltina, por um curso de comunicação. Em tese (repito, em tese), nos habilitando a sermos chamados de Cineastas. É coisa rápida, prometo que não vou ultrapassar o tempo. Quem me acompanhou na minha intensa passagem pelo Movimento Estudantil sabe que eu falo pouco...
A representação de qualquer sociedade urbana moderna passa pelo suporte audiovisual. O que é complicado no caso da representação da periferia por aqui, o centro. Sobradinho e Ceilândia, como qualquer cidade do Distrito Federal, têm modo e cultura próprios, específicos. Temos o Canto de Planaltina, de Sobradinho, da Ceilândia, de outras satélites, enfim... Todos diferentes entre si. Entender esta clareza de posições foi necessário na nossa passagem aqui para nos articularmos com a comunicação que é feita na periferia.
Sim, há possibilidade de comunicação na periferia de Brasília. Temos as Rádios Comunitárias (Como a Utopia FM), o Movimento Hip-Hop (principalmente do orgulho de ser o que é...), a cultura nordestina (da qual, sem querer me gabar, sou descendente). Mas muito do que é produzido, quando passa pelos Meios de Comunicação daqui, passa por várias mediações que diluem e enfraquecem o discurso que eles possuem. A partir do momento que se limita a uma perspectiva de representação sobre a justificação, que muitas vezes se perde na prática, de ser melhor “comercializável” se limita também a forma que é mostrada a identidade da cidade, construída pelos moradores desta mesma cidade.
Nossa passagem pela universidade foi tentando ajudar a reverter esta situação. Com as teorias e técnicas que aprendemos na Universidade e repassando para serem reelaboradas para o pessoal de fora daqui. Aproveitamos as brechas universitárias, e aprendemos com as rádios e tevês comunitárias, com o movimento negro aqui na UnB, com as propostas de extensão (não pagas, é bom sempre deixar claro) aqui na UnB. Aprendemos principalmente com os professores sem títulos acadêmicos, e com rica experiência de vida. Que nos coloca novas formas de entendimento do que é comunicação, e que representa o que a universidade pode ser (mas não é) em termos de conhecimento.
Por isso tudo, foi uma passagem em busca formação, não apenas de formatura. Em que tentamos, na maioria das vezes, ver que estarmos aqui, fechados em quatro portas de uma sala de aula da universidade muitas vezes é insuficiente. Em que tentamos superar o chamado UnBiguismo, de ver a universidade como um fim em si mesmo.
Tentar entender, e, principalmente, intervir neste processo social do qual a universidade faz parte é importante para tentar mudar esta situação. E principalmente para que as pessoas dos vários cantos do Distrito Federal possam dizer com orgulho: “É nóis na fita!!!”
(Texto de Marcelo Arruda, Comunicador Comunitário, baseado no seu discurso de formatura, dia 2 de Setembro de 2005.)
06/09/2011
GRITO DOS EXCLUÍDOS – 07 de Setembro de 2011
05/08/2011
Juliana Farias: 25/11/1977 - 03/08/2010
Para Juliana Farias, Juju, com todo o amor das pessoas que tiveram a ventura de conviver com ela nesse plano de existência... um ano de saudade.
Não, não foi um "adeus!": foi só um “tchau!”, um “até logo!”
... nem por isso doeu menos, meu Anjo.
Se penso nos dias como medida do tempo
convivemos pouco: quatro anos, apenas
... como coube tanto, em tão pouco tempo?!
Sem ter a preocupação de me ensinar nada
me ensinaste a compreender melhor as dificuldades alheias.
Sem ter a preocupação de me ensinar nada
me ensinaste que a vida de uma formiga,
de um pássaro, de um riacho ou de uma árvore torta - são tão importantes quanto a vida de qualquer mulher ou homem.
Me pergunto: como coube tanto, em tão pouco tempo?!
A percepção da tua presença, Amiga,
chegava sempre um pouco antes dos teus passos na escada,
ou do teu riso e da tua voz nos meus ouvidos
... não há um só dia em que não espere tornar a ouvi-los.
Sabe, tombaste tão devagarinho, que pensei, por um momento,
tratar-se de mais uma brincadeira tua.
Tombaste tão devagarinho, que pensei, por um momento,
buscavas tão somente um dengo, nos braços desse velho amigo.
Depois de um brevíssimo sofrimento
pensei que a reanimação, que logrei intentar, surtira efeito.
Voltaste a respirar: a princípio, com sofreguidão
... depois, cada vez mais sutilmente, até cessar.
Enquanto isso, dizia do carinho por ti e acariciava o teu rosto.
Lá no fundo sabia que já não estavas mais aqui... mas como queria que estivesses!
Na corrida até o hospital em nenhum momento parei de falar contigo
... ou de pedir a Deus que não te levasse ainda, que esperasse um pouco mais.
Lá do fundo sabia que já não estavas mais aqui... mas como queria que estivesses!
(Se até Cristo chorou a falta do amigo Lázaro, por que comigo seria diferente?!)
Voltaste pras estrelas quando os bem-te-vis mais cantavam.
Voltaste pras estrelas na floração dos Ipês Amarelos.
Voltaste pras estrelas com o sol mais forte, logo depois do meio-dia.
Foi no meu colo e no colo de minha filha que sorveste pela última vez o ar que ora respiro.
Amiga querida:
foste na época em que o céu de Brasília é mais bonito e claro... e a secura mais cruel!
Os sabiás que cantam no Plano Piloto são os mesmos que alegram Planaltina, sabias disso? Não?! Sim?! Há, há, há!!!
Adoro o teu riso... aliás, todo mundo adora o teu riso.
Os bem-te-vis voam pra todo lado e cantam por tudo ou a pretexto de nada.
A cor que mais se destaca nesses passarinhos é o amarelo:
amarelo tão vivo quanto as flores do Ipê.
Sempre amei os Ipês, Amiga. Principalmente os Amarelos. Te falei sobre isso.
Além das árvores tortas do Cerrado, amavas, de um modo especial
a florada dos Ipês Amarelos – me confessaste um dia.
Até breve, Princesa!
Voltaste pras estrelas, viajante que és
... contudo, ninguém parte de todo, nem tu, Juliana!.
De todo, ninguém fica, tampouco eu.
Quem parte se parte. Leva e deixa - pedaços.
Quem fica, vai: na vontade!
Também se reparte em mil pe-da-ços, como a folhagem do Ipê, antes da florada.
... Até que um dia, quem parte e quem fica, se (re)encontram.
E riem e choram, de pura felicidade. E correm e brincam. E contam das amizades partilhadas
... e mesmo sem asas, voam com os bem-te-vis até os Ipês Amarelos.
Por tudo isso, Juju, jamais te direi “adeus!” Digo “tchau!” ou “até logo!”
... nem por isso dói menos.
23/06/2011
Rádio Utopia FM de Planaltina no sítio do MiniCom – 21/06/2011

Repassamos o link de uma reportagem que o Ministério das Comunicações fez para divulgar consulta sobre renovação de outorgas de rádios comunitárias. Ficamos felizes, pois nos procuraram em função da importância do trabalho que desenvolvemos, juntamente com nossas parcerias.
No dia em que a equipe de Comunicação Social do MiniCom veio à Rádio Utopia estudantes da UnB-Planaltina apresentavam o programa sobre o Parque Sucupira!
T’aqui o link: http://www.youtube.com/watch?v=dJdkxLCZPv4
14/06/2011
adorava poesia, só de ouvir, porque não lia
no caminho de volta pra casa
sempre passava pelo meio da feira
admirando o exposto em cada barraquinha.
quedava por um tempinho
em volta do vendedor de livros de cordel.
adorava poesia, só de ouvir, porque não lia.
fechava os olhos, pra melhor sentir a carícia dos versos.
depois, em casa, bordar.
mãos ágeis dando vida ao linho
borboletas, flores, crianças, bichinhos
... a imaginação colorindo a brancura do tecido.
sem se aperceber
a cada ponto tecia um verso
a cada arremate, uma nova poesia
poesia que amava, só de ouvir, porque não lia.
***
para Maria, bordadeira, que mesmo sem saber ler,
compôs poesias belíssimas,
com suas mãos calosas e sensíveis (bf)
01/06/2011
Pallo$$i para o Nobel de Economia, já!
Já pensou se a “capacidade” de Pallo$$i em enriquecer tão rapidamente fosse utilizada para combater a miséria de milhões de brasileiras e brasileiros?!
Se durante quatro anos Pallo$$i trabalhar pelo país como “trabalhou” para sua empresa de consultoria – e obtiver o mesmo percentual de sucesso! -, logo logo o Brasil ultrapassará Japão, China e Estados Unidos como potência internacional!!!
Alguém se habilita a fazer as contas de como estaria o PIB brasileiro se acompanhasse o crescimento vertiginoso da evolução patrimonial de Pallo$$i?
Pallo$$i para o Nobel de Economia, já!
batista filho
26/05/2011
FOLHAS ETÉREAS
qual a diferença do choro de uma mãe judia
para o choro de uma mãe palestina?
qual a diferença do choro de uma mãe cristã
para o choro de uma mãe muçulmana? (bf)
A ciência nos faz conhecer melhor as estrelas, mas não amá-las.
O egoísmo nos impede de reconhecer a humanidade... nos outros!!!
Não posso chorar todas as lágrimas,
ou sorrir todos os risos, ou sonhar todos os sonhos do mundo.
Por isso, quando alguém morre,
morrem sonhos - jamais sonhados;
risos se transformam em ríctus de dor.
E com isso, também morro, um pouco,
num mar de lágrimas tristes.
Não há virtude na guerra, nem heroísmo em matar.
As armas?! As armas são cegas:
não distinguem um canhão - de uma mãe, com seu filho no colo.
Guerreiros são cegos e covardes:
deixam que outros enxerguem por eles, o que não suportariam enxergar;
deixam que outros justifiquem, o que não ousariam justificar.
Guerreiros não plantam nem colhem arroz, feijão ou trigo.
Semeiam destruição e selvageria. Colhem medalhas e ódios.
Guerreiros obedecem aos seus senhores
- que sequer vão aos campos de batalha -,
pois são mais covardes ainda: tremem de medo de enfrentar a vida!
(Mortos insepultos, tais senhores tentam suprimir qualquer expressão da vida,
porque sabem - toda guerra é suicida.)
Não posso chorar as lágrimas, ou sorrir os risos,
ou sonhar todos os sonhos dos homens.
Posso dizer “não!” a quem assassina, rouba e mente
em nome da liberdade, justiça e democracia.
Posso escrever esses versos nas folhas etéreas do vento,
na esperança que alcance corações e mentes de boa vontade.